|
“Este desempenho reflete, principalmente, o aumento do poder de compra da
população decorrente do aumento da massa de salário da economia (obtida pela
melhora da renda e do emprego) e da expansão do crédito, conforme revelado
pelos dados da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE e das Operações de Crédito do
Sistema Financeiro registradas pelo Banco Central do Brasil,
respectivamente", informou o IBGE, por meio de nota. |
 |
|
A receita nominal aumentou 15,60% em dezembro do ano passado, comparado com o
mesmo período de 2009. Naquele ano, o índice de crescimento foi de 14,50%. Entre
os setores pesquisados pelo IBGE, hipermercados, supermercados, produtos
alimentícios, bebidas e fumo venderam 9% a mais em 2010, também em comparação
com o ano anterior. Esses ramos foram responsáveis pelo principal impacto no
comércio varejista, equivalendo a 39,9% da taxa anual do varejo.
O bom desempenho do varejo foi mais acentuado nos estados do Tocantins (71,5%),
Rondônia (23%), Acre (20%), Paraíba (15%) e Maranhão (15,8%), segundo a mesma
pesquisa do instituto. No segmento de móveis e eletrodomésticos também houve
crescimento relevante, com taxas de 18,3% e 27%, respectivamente, também em
relação aos índices de 2009.
Já o ramo de produtos de uso pessoal e do lar foi o terceiro com melhor
avaliação na pesquisa. Aumentou 7,4% em 2010 e registrou alta de 8,8% ao longo
do ano passado. Em quarto lugar, o segmento têxtil, vestuário e calçados teve
alta de 10,7%, também comparado com 2009.
"Este resultado é explicado pela recuperação do mercado interno frente à
crise financeira iniciada no final de 2008, quando a atividade começou a
registrar resultados negativos, devidos principalmente à valorização do
real", diz a nota.
Fonte: IBGE
|